Quarta-feira
21 de Agosto de 2019 - 

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Atualizações Jurídicas

Papel usado pelo Judiciário é reutilizado em escolas do Mato Grosso

As folhas de papel utilizadas pelo Poder Judiciário de Mato Grosso, depois que perdem sua função para a Justiça Estadual, deixam de ir para o lixo e ganham nova utilização para os alunos da Escola Estadual Filogônio Corrêa, localizada no Distrito da Guia, em Cuiabá. A iniciativa do Núcleo Socioambiental do Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJMT) permite que milhares de folhas de papel A4 em branco no verso sejam reaproveitadas para o desenvolvimento de atividades pedagógicas das crianças. “Está sendo muito importante essa parceria com o Tribunal porque gera uma economia para a escola. Ao invés de comprarmos esse material, estamos reutilizando ele e a verba que seria gasta com papel é investida em outros materiais pedagógicos”, observa a diretora da escola, Joelma Teixeira. Na opinião da aluna Mikaely, a ideia é boa para a natureza e não atrapalha em nada o aprendizado. “Nós não vamos utilizar o lado que está ocupado, vamos utilizar o outro. Fica bem melhor para não ficar jogando fora muitos papéis. É importante para cuidar bem da natureza e do meio ambiente”, afirma. Além do papel socioambiental desempenhado pelo Judiciário, a reutilização dos folhas também promove a conscientização ambiental dos estudantes, conforme ressalta a professora Lucineide Almeida. “É muito importante tanto para o meio ambiente como também para os alunos, para trabalharmos com eles essa parte do ensino pedagógico, conscientizando de que nem tudo que jogamos no lixo é lixo e pode ser reaproveitado. Ensinamos a eles que podemos preservar o meio ambiente através da reutilização desses papéis, preservando os animais e todo o ambiente em que vivemos”. De acordo com o Mateus Reiners, membro do Núcleo Socioambiental, a reutilização é feita desde 2018, concomitante à reciclagem das folhas de papel utilizadas em frente e verso. Para ele, a iniciativa demonstra o estímulo à conscientização ambiental que é permanentemente buscado pelo Judiciário. “Nosso dever como Núcleo Socioambiental é justamente estimular essa consciência de reutilizarmos o papel e não simplesmente descartar. Nós trabalhamos com muito papel e convocamos os servidores para reutilizar, para criar um ponto de coleta em cada setor. A ideia sustentável é reaproveitar todo material que seja possível”, frisa. “Funciona e muito bem. Esse papel é utilizado três vezes: uma vez por nós, a segunda nas atividades diárias dos alunos e a terceira para fins de atividades artísticas, como bandeirolas, que também utilizam esse papel. A satisfação é saber que a consciência ambiental começa a tomar corpo e nós percebemos que essa gota da Escola Filogônio vai atingir muitas outras escolas”, acrescenta o coordenador de infraestrutura do TJMT, Roberto Cyríaco.  
13/08/2019 (00:00)
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